Perfeitura de Silves - Ele há coincidências!!!

O Irredutíveis Serrenhos mandou um enviado especial a Silves do Brasil, na distante Amazónia, para melhor conhecer a realidade daquelas gentes. Ficamos impressionados com as semelhanças. Atentem:

 

Era dia de reunião da Assembleia Municipal na Prefeitura de Silves. Chegamos em boa hora. Dirigimo-nos para a sede do Município e conseguimos entrar a tempo de nos sentarmos na última fila.

 

A sala, do edifício ao estilo colonial, estava repleta de cidadãos e o calor, já de si intenso, atingia ali níveis a que não estávamos habituados. Entrou a Perfeita, Darcinéide de Falacho, e sentou-se no lugar que lhe estava reservado, mesmo no centro da mesa. Já lá estavam os vereadores da oposição: Ubaldo Romão, Jaciára Serpa e Júnior Raminhos. De seguida transcrevemos os melhores momentos:

 

Darcinéide de Falacho: Boa noitchi meus irmãos…

 

 Ubaldo Romão interrompeu de imediato e disse:

 

Ubaldo Romão: Não sou teu irmão, não! Olha ai como fala!

 

DF: Ok! Boa noitchi cidadãos, dou por aberta a sessão! Ponto nº 1: - Desassoreamento do Rio Amazonas. Quem quer tomar a palavra?

 

UR: Posso ser em memo, shôra perfeita. Acho importantchi avançá imediatamente com o desassoreamento, num importa quanto custa. Os meus clientes pagam… UPSS! Queria dizer: O meu partido vota a favor!

 

Júnior Raminhos: Não consideramos isso prioritário camarada. Para nós a questão mais importantchi são os acessos. Isso sim, camarada, é importantchi…Votamos contra!

 

DF: OK, OK! Os meus clienets… UPS… O meu partido acha que não teim verba nessa altura proponho construir um Museu e não se fala mais nisso.

 

JR: Outro Museu shôra perfeita?!! Já teim 16 só aqui na cidadi! Bota a mão na consciência pô!

 

Jaciára Serpa: Pois… bota a mão na consciência pô!

 

(…)

 

DF: Ponto 2: Plano de Ordenamento Urbano do município. Quem vai falá?

 

UR: Os meus clintes.. UPSS… Queria dizê: O meu partido acha que si deve construí na frentchi di rio. Fica moderno e é bom prós meus clientes… UPSS …Queria dizê: prós cidadãos.

 

JR: Mais prédio na frentchi di rio?! Pô, assim não dá um dia desses as mulheres não conseguim nem lavar a roupa! Bota a mão na consciência, pô!

 

JS: Pois… bota a mão na consciência pô!

 

DF: E se construíssemos um Museu?! Está decidido... faz-se um museu e não se fala mais nisso!

 

JR: Outro museu não, por amor di Deus!! E nem sô católico, mas tô pedindo!

 

DF: Podíamos fazer uma estalagem?! O que acham?!

 

JS: Pois… bota a mão na consciência pô!

 

DF: Está decidido. Faz-se um Museu e uma Estalagem. Os meus clientes … UPS … queria dizer: os cidadãos agradecem!

 

JR: Prá mim chega! Vou sair daqui e vou botá tudo no meu blogui!

 

DF: (sussurrando para um assistente) Anota ai: Museu do Blogui! Esse ainda não temos?!

 

JS: Pois… bota a mão na consciência pô!

 

Entra na sala, já atrasado, o candidato a perfeito Milton Jacinto e ainda meio esbaforido pergunta:

 

Milton Jacinto: Quantos Museus perdi?!

 

Responde a sala em coro: Três, candidato!

 

DF: Muito bem. Ponto 3…

 

JS interrompe: Pois… bota a mão na consciência pô!

 

(Continua…)

 

 

 

publicado por João da Serra às 16:57 | favorito